Equoterapia - Educação - Fisioterapia
Encontro de Pais e Familiares de portadores de Síndrome de Angelman
INÍCIO
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EDUCAÇÃOAs decisões tomadas pela SEESP/MEC, vêm revelando um interessante movimento em respeito aos direitos
dos cidadãos com necessidades especiais, dentro do sistema educacional, certificados pelos dados do Censo Escolar.
Dados do Censo Escolar de 2003 (MEC/INEP) registram que a participação do atendimento inclusivo cresceu,
no Brasil, passando dos 24,7% de 2002 para 28,7% em 2003, um crescimento de 30,6% em apenas um ano,
em relação às matrículas. A participação do atendimento em separado, nas classes especiais e nas escolas
especiais, diminuiu, passando de 75,3% para 71,3%.Evolução da Matrícula de Alunos com Necessidades Especiais
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A fisioterapia é muito importante para crianças com síndrome de Angelman, pois apresentam atraso no desenvolvimento neuropsiocomotor, hipotonia, ataxia, déficit de equilíbrio e coordenação motora global e fina. Fisioterapia na Síndrome de Angelman
Devido à hipotonia e atraso nas aquisições motoras a criança tende a adotar posições preferenciais, nas quais permanece durante muito tempo, acarretando encurtamentos musculares principalmente dos tendões calcâneos e da musculatura antigravitacional, o que dificulta ainda mais o desenvolvimento motor. Em associação à falta de equilíbrio e ataxia a criança apresenta dificuldade para andar independentemente e quando o faz é com idade mais avançada.
As crianças em geral são hipercinéticas, não se atendo por muito tempo à realização de uma mesma atividade, e com falta de concentração e atenção.
A coordenação motora global é adquirida com uma adequação do tônus muscular e instalação das reações de equilíbrio, e é fundamental para que mais tardiamente possa se desenvolver a coordenação motora fina, que permite desenhar, escrever etc.
É essencial ensiná-las sobre a importância e utilidade da locomoção para que se motivem e participem ativamente das atividades propostas. Além disso é preciso melhorar o equilíbrio para que se sintam seguras permitindo a aquisição de atividades mais independentes como a marcha, o correr e o saltar.
O papel principal da fisioterapia é, portanto, estimular o desenvolvimento e as aquisições motoras, permitindo maior funcionalidade e independência e prevenindo posturas fixadas e encurtamentos musculares. Para a obtenção de melhores resultados o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível.Janice Maria Ortiz De Nardi
Renata Assumpção do Amaral
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Trabalho apresentado VII Congresso Paulista da Associação Brasileira
de Neurologia e Psiquiatria Infantil- ABENEPI, 2004,
São José do Rio Preto.Síndrome de Angelman (SA): estudo preliminar de 7 casos
Paula Lumy da Silva (1) - Igor E. Umanzor Ordenes (2) - Maria da Graça B. Deloroso (3)
Milena Orpinelli - Michele Di Blasio - Leila Maria Nucci - Daianne N.Pelegrini Faria (4)(1, 2) Docentes do Curso de Fisioterapia UNIARARAS
(3) Docente do Curso de Fisioterapia UNIARARAS - FAFICA.
(4) Alunas graduação 4º ano Fisioterapia UNIARARASObjetivo: Realizar um levantamento das características de 7 crianças portadoras da SA.
Metodologia: A pesquisa foi realizada durante o Encontro dos Pais e familiares dos Portadores de SA, realizado em março de 2004 e organizado pela Associação Síndrome de Angelman (ASA). Foram utilizados dados da anamnese, que continha questões abertas sobre idade de aparecimento dos primeiros sintomas, diagnóstico, medicamentos, marcha, dificuldades apresentadas e terapias que freqüentam. As avaliações das atividades motoras foram realizadas pelos alunos do 4º ano e pelos docentes do Curso de Fisioterapia da UNIARARAS.
Resultados: Predomínio do sexo feminino com 7 casos. Os primeiros sintomas foram percebidos pelos pais entre 3-10 meses, as alterações observadas foram hipotonia e atraso nas aquisições motoras como sentar e engatinhar. O diagnostico foi realizado entre 1 e 3 anos em 5 crianças, aos 6 anos em 1 criança e 2 ainda não tem diagnostico confirmado. Anticonvulsivantes são utilizados por 7. Quanto à marcha, 5 crianças adquiriram antes dos 3 anos enquanto 3 ainda não andam. As dificuldades relatadas pelos pais são hiperatividade, falta de concentração, dificuldades na adaptação social, ausência da fala e déficit de equilíbrio. As terapias freqüentadas pelas crianças são fisioterapia, fonoaudiologia, hidroterapia, equoterapia, terapia ocupacional e musicoterapia. Em relação à locomoção foi observado déficit no equilíbrio, marcha com base alargada, dificuldades em subir escadas em 4 crianças que possuíam marcha independente.
Conclusão: As características levantadas nestas crianças estão de acordo com a literatura sobre a S.A.
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Curso de Fisioterapia da UNIARARAS participa do
Encontro de Pais e Familiares de portadores de Síndrome de AngelmanNo dia 27 de março de 2004 os professores e alunas do 4º ano do Curso de Fisioterapia participaram do Encontro dos Pais e Familiares dos portadores da Síndrome de Angelman realizado no SESI- Araras. O encontro foi organizado pela Sra. Wilma Helena Picazio, Presidente da Associação de Síndrome de Angelman (ASA) e teve como objetivo esclarecer dúvidas e realizar troca de experiências sobre a síndrome entre os pais. As alunas do curso de fisioterapia da UNIARARAS (Milena, Michele, Daiane e Leila) realizaram avaliação motora das crianças orientadas pelos professores Paula Lumy, Maria da Graça B. Deloroso e Igor E.U. Ordenes.
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Equitação Terapêutica ou Equoterapia
O que é?
É um método científico, dentro de uma abordagem transdisciplinar, que utiliza o cavalo como elemento motivador para reeducação funcional de lesões psíquicas e ou físicas, sendo embasado no movimento tridimensional do dorso do animal que promove uma estimulação contínua ao paciente exigindo do mesmo readaptações corporais constantes; beneficiando assim o desenvolvimento biológico além do psicológico e social dos praticantes, impulsionando suas potencialidades e minimizando sua deficiências, para assim melhorarem sua qualidade de vida , com mais felicidade e maior interação social.
Quais indicações ?
- Pessoas portadoras de seqüelas causadas por lesão motora (cerebral ou medular)
- Distúrbios sensoriais (áudio-fono-visual)
- Atraso maturativo do desenvolvimento psicomotor freqüentemente associado a déficits de atenção e instabilidade psicomotora.
- Distúrbios comportamentais: Autismo e formas psiquiátricas de psicoses infantis.
- Patologias ortopédicas ( congênitas ou acidentais )
- E outros
História.
478 à 370 AC/Hipócrates: Tratamento para insônias
124 à 40 AC/ Asclepíades: Tratamento para paralisias e epilepsia
Séc.XVI ao XVIII: Grande atuação de vários médicos no tratamento de diversas doenças ( Merkurialis-1569, Samuel T. Quelmaz 1747)
1941 - Primeiro Hospital ortopédico ( Inglaterra ) na implantação da equitação terapêutica
1965 - Universidade de Paris - Val de Marne, como matéria didática
1989 - Brasil, foi fundada em Brasília, a associação nacional de equoterapia a ANDE Brasil
Porque o cavalo?
Elemento cinesio - terapêutico
Elemento senso - perceptivo
Elemento motivador
Motivador:
Porque devido as características próprias do cavalo, tais como: elegância, docilidade, franqueza, força e amizade, o indivíduo rapidamente cria um relacionamento de afetividade que provoca um alto grau de motivação para o trabalho, dificilmente obtido em outras terapias.
Quais os benefícios?
Este método quando surgiu na Europa, tinha por objetivo proporcionar ao paciente um tratamento diferenciado e mais dinâmico onde o praticante realizava uma atividade prazerosa em um ambiente natural.
Atualmente adjunto a estes benefícios é visado a reabilitação global e social, estimulando a autoconfiança, auto-valorização, concentração, normalização do tônus muscular, melhora do equilíbrio e postura, controle do tronco e cabeça, coordenação, ritmo, orientação espacial, orientação temporal, alongamento e fortalecimento da musculatura, relaxamento e descontração.Este material foi preparado gentilmente pelas Fisioterapeutas do Lucas, Milena e Emília, que dão aula em Niteroi, RJ.