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Pesquisa de brasileiros traz esperança para a cura do autismo:Os
cientistas testaram um remédio que deixou normal um neurônio de uma criança
autista.
O
Jornal Nacional
noticiou nesta quinta uma descoberta promissora para as pessoas que têm autismo:
uma disfunção que afeta a capacidade motora, de comunicação e de relacionamento
do ser humano. Nesta sexta, o correspondente Rodrigo Bocardi conversou com o
cientista brasileiro que chefiou a pesquisa para saber mais sobre essa
descoberta.
A criança não se comunica direito. O convívio com as pessoas é limitado. E quando os pais se dão conta, percebem que o filho é portador de um transtorno neurológico: o autismo.
A doença até hoje se mostrou incurável e fez muitos pais se cobrarem achando que não deram o amor necessário ao filho. De San Diego, na Costa Oeste dos Estados Unidos, o pesquisador Alysson Muotri contesta.
"O estigma não deve existir mais. Não é culpa dos pais. Isso é um problema genético e a gente tem que trabalhar em cima disso".
Alysson chegou a essa conclusão depois de coordenar um estudo com mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto, na Universidade da Califórnia.
Para entender o cérebro de um autista, eles coletaram pedaços de pele de quatro crianças com a doença e de cinco sem. No laboratório, separaram as células da pele e as reprogramaram para se tornar neurônios.
Resultado: viram que os núcleos das células de crianças com autismo eram maiores e as ramificações de ligação com outros neurônios eram mais curtas e em menor número do que nas crianças sem o transtorno.
O próximo passo foi tentar resolver os problemas dos neurônios com sinais da doença. Os pesquisadores recorreram a diversos remédios. Um deles funcionou, deixou o neurônio normal. Isso deu esperanças de que o autismo possa ser curado.
Se foi possível alterar uma célula, é possível alterar todos os neurônios do cérebro, dizem os pesquisadores.
A questão é que o remédio foi eficiente para tratar uma célula em laboratório. Em doses maiores traz efeitos colaterais graves.
"O grande desafio agora
é fazer uma triagem de novas drogas na esperança de conseguir descobrir um novo
remédio que seja menos tóxico e que seja muito mais efeito do que o que a gente
tem como prova de princípio hoje. Mas tudo pode acontecer. Pode ser que a gente
tenha uma descoberta fenomenal e as coisas acelerem muito mais", finalizou
Alysson.
Links para os vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=EwMub68EUDk&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=dAxEMPm8hz0
http://www.youtube.com/watch?v=khxtAPc0tdc
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Biografia:

Fonte/Imagem:
http://www.frankvanhof.nl
Harry Angelman graduado em medicina pela Universidade de Liverpool, em
1938. Ele serviu no Exército Royal Medical Corps durante a Segunda Guerra
Mundial e passou algum tempo com os militares na Índia antes de voltar à vida
civil em 1946. Em 1950 ele foi apontado como o pediatra do Hospital Geral em
Warrington, Lancashire. Angelman se aposentou em 1976.
Harry Angelman diz o seguinte a respeito de sua descoberta desta síndrome:
"A história da medicina está cheia de histórias interessantes sobre a descoberta
de doenças. A saga da Síndrome de Angelman é uma dessas histórias. Foi por mero
acaso que quase trinta anos atrás, três crianças portadoras de deficiência foram
admitidas por diversas vezes para atender na Inglaterra. Eles tinham uma série
de deficiências e, embora à primeira vista, pareciam estar sofrendo de condições
diferentes, eu senti que havia uma causa comum para sua doença.
O diagnóstico foi puramente clínico porque, apesar de uma investigação técnica,
que hoje é mais refinada, não me foi possível estabelecer uma prova científica
de que os três casos, todos tiveram a mesma desvantagem. Diante disso hesitei
em escrever sobre eles nas revistas médicas.
Entretanto, quando de férias na Itália, passou ao ver uma pintura a óleo no
Castelvecchio museu em Verona chamado Menino com um fantoche. Rosto rindo do
garoto e o fato de que os meus pacientes apresentaram movimentos bruscos me deu
a idéia de escrever um artigo sobre os três filhos com um título de Bonecos
Crianças. Não era um nome que agradou aos pais, mas serviu como um meio de
combinar os três pequenos pacientes em um único grupo. Mais tarde o nome foi
mudado para Síndrome de Angelman.
“Este artigo foi publicado em 1965 e depois de algum interesse inicial estava
quase esquecida até o início dos anos oitenta”.
Correspondência pessoal, 1991.
A imagem referida é por Gian Francesco Caroto (1480-1555).
Fonte:
http://www.whonamedit.com/doctor.cfm/242.html

Fonte/Imagem:
http://en.wikipedia.org
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